(p.73)
«- Nenhuma palavra me diz. Todas me omitem.
É um deus pobre, uma voz que se eleva para a ausência de criação.»
Quando li esta passagem, vieram-me à ideia todos os diagnósticos feitos por psiquiatras e psicólogos a propósito das pessoas que procuram ajuda para o seu mal-estar mental.
Nenhum diagnóstico revela a pessoa como ela é, como ela sente a vida e o seu mundo, nada. Pelo contrário, o diagnóstico elimina a pessoa, redu-la a um rótulo, tapa-a com um tapume opaco. E torna o psiquiatra/psicólogo num "deus pobre".
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